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Radar de Trump sobre o Brasil revela desgaste de Lula e favoritismo de Bolsonaro, mesmo inelegível

O levantamento foi feito na segunda quinzena de fevereiro e mostra cenário promissor para o futuro do bolsonarismo

Redação - Goiânia, GO

Donald Trump faz monitoramento da política brasileira

Donald Trump faz monitoramento da política brasileira (Foto: Don Emmert/AFP)

Imagem: (Foto: Don Emmert/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu lançar um olhar mais atento sobre o tabuleiro político brasileiro. De acordo com o portal Metrópoles, o republicano encomendou uma pesquisa de percepção entre brasileiros sobre figuras públicas como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Elon Musk e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

De acordo com o Metrópoles, o levantamento já circula nos corredores da Casa Branca e, embora informal, carrega sinais claros de interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, no cenário político da maior potência da América Latina.

O levantamento, feito por telefone entre os dias 18 e 25 de fevereiro — com perguntas aplicadas por entrevistadores humanos —, revela que Bolsonaro venceria Lula em uma eventual disputa presidencial, com 43% das intenções de voto contra 40% do atual presidente.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, trata-se de um empate técnico, mas não sem simbolismo: mostra que, mesmo inelegível, Bolsonaro ainda dita o ritmo da polarização nacional. Contudo, é certo que se as eleições fossem hoje, o ex-presidente não poderá estar presente nas urnas nas eleições do ano que vem.

A sondagem também testou Eduardo Bolsonaro como um possível herdeiro do bolsonarismo nas urnas. O filho 03 aparece com 41% contra 40% de Lula — outro empate técnico, mas que revela uma musculatura eleitoral herdada do pai. O levantamento questionou ainda os entrevistados sobre as investigações que pairam sobre o ex-presidente.

Apenas 29% acreditam que Bolsonaro violou a lei, enquanto 31% disseram que ele não cometeu crimes. Um contingente relevante, de 22%, afirmou não saber, mas avaliou que uma eventual prisão seria “exagerada”. Outros 18% não opinaram. Trump sempre demonstrou muita simpatia pela família do ex-presidente da República.

O mapa feito a pedido de Trump também colheu impressões sobre duas figuras em rota de colisão nos últimos meses: o ministro do STF Alexandre de Moraes e o bilionário Elon Musk. Moraes aparece com uma taxa de rejeição de 47%, enquanto Musk é rejeitado por 38% dos entrevistados — um número significativo para quem atua fora da política institucional brasileira, mas tem influenciado debates por meio da plataforma X (antigo Twitter).

No pano de fundo, o dado mais alarmante: 74% dos entrevistados acreditam que o Brasil “está na direção errada”. O dado acende alertas não só para Lula, mas para todo o establishment político. A desilusão parece atravessar o espectro ideológico e reforça o clima de instabilidade que, de tempos em tempos, vira munição para narrativas populistas — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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