‘As três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais’, diz auditor do DenaSUS
Diretor do Ministério da Saúde se reuniu com secretário de Saúde da capital nesta quarta-feira
Redação - Goiânia, GO
'As três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais', diz auditor do DenaSUS
Imagem: (Foto: Marcos Sousa - DenaSUS - MS)
O diretor nacional do departamento de auditorias do SUS (DenaSUS), Rafael Bruxellas, disse que todas as três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais. A fala ocorreu nesta quarta-feira (28), após reunião com o secretário de Saúde de Goiânia, Luiz Gaspar Pellizzer, na sede da Prefeitura de Goiânia.
“Cada uma é uma situação específica. Temos maternidades que não estão atuando com capacidade máxima, maternidades que estão com sobrecarga e maternidades com leitos e serviços que não estão sendo utilizados neste momento”, afirmou. “Todo esse processo será objeto da auditoria”, completou ao informar que o prazo para apresentação de resultados deve ser de quatro meses.
Na segunda-feira (26), o DenaSUS começou uma auditoria federal nas maternidades públicas da capital. A inspeção ocorre após denúncias de colapso no atendimento materno-infantil formalizadas pela vereadora Aava Santiago (PSDB) ao Ministério da Saúde. Ainda nesta quarta, Bruxelas afirmou: “A nossa grande preocupação é que o governo tem aumentado os repasses federais para o Fundo Municipal de Saúde. Esses repasses estão sendo utilizados nas maternidades? Quanto desses repasses estão sendo utilizados?”
Maternidades de Goiânia
O secretário de Saúde de Goiânia, Luiz Pellizzer, informou nesta quarta-feira que vai solicitar oficialmente ao DenaSUS a inclusão dos anos de 2022, 2023 e 2024 no escopo da auditoria em curso nas maternidades públicas da capital. A medida foi comunicada durante reunião com o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas. Ele ainda criticou a postura da vereadora Aava.
“O que nos espanta é ela ter solicitado essa auditoria apenas para 2025, ignorando o que aconteceu na saúde municipal na gestão Rogério Cruz e Wilson Pollara. Já que ela não solicitou a auditoria para os anos anteriores, nós mesmos vamos solicitar. Precisamos entender o que aconteceu para a situação ficar caótica daquele jeito. Foi uma crise sem precedentes”, afirmou Pellizzer.
O ex-secretário Wilson Pollara chegou a ser preso em 2024, acusado de envolvimento em esquema de pagamentos irregulares em contrato administrativo e por associação criminosa dentro da Secretaria Municipal de Saúde. Após a saída do ex-titular, outros dois nomes passaram pela titularidade da pasta, antes de uma intervenção decretada pelo governador Ronaldo Caiado (UB), a pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Pellizzer argumenta que os efeitos da gestão anterior ainda impactam a atual administração. De acordo com ele, foi necessário o apoio do Governo de Goiás para que parte da rede fosse mantida funcionando. “A situação deixada foi de colapso. A auditoria precisa compreender as causas da crise, não apenas os desdobramentos atuais”, disse.
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